4×100 m do Brasil está na decisão do Mundial em Doha

Foto: Wagner Carmo/CBAt

O revezamento 4×100 m masculino do Brasil está na decisão do Mundial de Doha, Catar. Nesta sexta-feira (4), oitavo dia de competições, o time formado por Rodrigo Nascimento, Vitor Hugo dos Santos, Derick de Souza e Paulo André Camilo de Oliveira, fez a sua melhor marca da temporada com 37.90, e igualou o recorde sul-americano, dos Jogos Olímpicos de Sydney-2000 – uma marca que tinha 19 anos. O Brasil na final também pode assegurar qualificação para a Olimpíada de Tóquio, Japão, em 2020. O bom dia do Brasil no Mundial também teve Fernanda Raquel Borges em 6º do mundo no lançamento do disco.

O público deve ser bom também neste sábado (5), dia de folga em Doha (a semana útil vai de domingo a quinta-feira), na decisão do 4×100 m, às 16:15 (horário de Brasília).

“A gente correu bem, foi o melhor resultado do ano e ainda temos muito para acertar. Estamos conversando sobre o que cada um errou, o que cada um sentiu para melhorar para amanhã e tentar subir no pódio”, afirmou Rodrigo Nascimento (Orcampi).

Vitor Hugo (Orcampi), que substituiu Jorge Vides, em relação a conquista do ouro do Brasil no Mundial de Revezamentos de Yokohama (JAP), em maio, disse que estar representando o Jorge – ainda mais que ele é seu cunhado – é muito satisfatório. “A gente errou um pouquinho nas passagens, mas conseguimos correr bem, com o melhor tempo do ano. Melhorando a passagem a gente consegue melhorar o tempo. A gente era bebezinho ainda quando o Brasil fez esse tempo de 37.90”, afirmou Vitor Hugo.

A última medalha brasileira conquistada no 4×100 m em Mundiais da IAAF foi obtida na edição de Paris-2003. Vicente Lenilson de Lima, Edson Luciano Ribeiro, André Domingos da Silva e Cláudio Roberto Souza conquistaram a prata, com 38.26. Antes, no Mundial de Sevilha-1999, Raphael Raymundo de Oliveira, Claudinei Quirino, Edson Luciano e André Domingos haviam conquistado bronze, com 38.05.

Fernanda, 6ª do mundo no disco – Fernanda Raquel Borges (IEMA) ficou em sexto lugar no lançamento do disco, com 62,44 m. As cubanas Yaimé Pérez (69,17 m) e Denia Caballero (68,44 m) levaram o ouro e a prata, com a croata Sandra Perkovic em terceiro (66,72 m).

“O meu objetivo era ficar entre as cinco, mas faltou um pouquinho, alguns centímetros”, disse Fernanda. As chinesas Yang Chen (63,38 m) e Bin Feng (62,48 m), ficaram em quarto e quinto. A melhor marca da brasileira na prova é 64,66 m, feita em Bragança Paulista (em 28/10/2018).

“Mas estou feliz, sou a sexta melhor do mundo e isso é incrível. Tive um ano muito bom, mas faltou pouquinho.” Fernanda disse que o resultado dá confiança para a temporada olímpica. “É importante estar competindo com as grandes, estar direto com elas e creio que isso vai me fortalecer muito para o ano olímpico. Vou treinar muito e chegar numa Olimpíada pensando no pódio.” (Com CBAt)

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