Brasileira fica a cinco posições de final inédita na ginástica rítmica

Foto: Ricardo Bufolin/CBG

A Ginástica Rítmica do Brasil encerrou sua participação na disputa Individual do Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica. Nesta quinta-feira (19), Barbara Domingos e Natalia Gáudio participaram da prova das maças e finalizaram com idênticas notas 19,650. Barbara ainda pôde festejar o fato de ter alcançado a melhor colocação de uma brasileira na história dos Mundiais, ao ficar na 31ª posição. Até então, a melhor posição havia sido de Angélica Kvieczynski, que ficou em 33º no Mundial de Kiev (UCR), em 2013.

Faltou pouco ainda para que Barbara alcançasse uma inédita final no Individual Geral. Com a soma total de 57,200, Barbara terminou na 31ª posição, cinco acima da zona de classificação, se levar em conta os critérios de limite de duas atletas por país na fase final. Natalia Gáudio encerrou o Mundial de Baku na 44ª posição, com um total de 53,750.

Ao contrário da quarta-feira (18), quando estava arrasada pela falha na prova da fita, que é seu melhor aparelho, Barbara Domingos ficou satisfeita com o desempenho nas maças e na competição de modo geral.

“Dei a minha vida nesta última prova. Houve aquele erro na fita e fiquei um pouco abalada, o que é normal. Mas tinha que reagir, tinha que lembrar que ainda havia mais um aparelho e mostrei isso na quadra. Entrei com toda a minha força e foi uma pena que terminei a série sem música, senão a nota poderia ter ficado um pouco mais alta”, afirmou Barbara, de acordo com o site do COB. Ela se surpreendeu com o fato de ter alcançado a melhor performance de uma ginasta brasileira em Mundiais.

“Não sabia que poderia ter alcançado a melhor campanha. Olha só que privilégio esse meu! Com 19 anos, eu sei que ainda tenho muito a evoluir, mas o que já adquiri de bagagem, de experiência, foi muita coisa. Na Copa do Mundo de Kazan, por exemplo, pela primeira vez tirei uma nota 18 em uma competição internacional. E aqui no Mundial, tirei duas notas 19. Isso só comprova o quanto a ginástica rítmica do Brasil está evoluindo”, afirmou, que agora foca no Pan-Americano de Ginástica Rítmica dos Estados Unidos, em maio de 2020, que definirá a última vaga individual das Américas para a Olimpíada de Tóquio.

Campeãs definidas

Nesta quinta-feira, foram conhecidas as outras campeãs individuais por aparelho no Mundial de Baku. Nas maças, deu a lógica, com a vitória da favorita russa Dina Averina, que teve 23,800 na final. A prata ficou com a israelense Linoy Ashram (23,300) e o bronze com Vlada Nikolchenko (22,350). Na fita, Dina Averina novamente brilhou e levou o ouro com a nota 21,800. A prata foi para Linoy Ashram (ISR), com 20,750, e outra russa, Ekaterina Selezneva, levou o bronze, com 20,650. (Com COB e CBG)

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