Darlan Romani avança para a final no peso em Mundial de Doha

Catarinense Darlan Romani tem chances reais de pódio - Wagner Carmo/CBAt

Darlan Romani fará a final do arremesso do peso no Mundial de Atletismo de Doha, Catar. Na qualificação desta quinta-feira (4), no Estádio Internacional Khalifa, Darlan ultrapassou a marca mínima com um arremesso de 21,69 m na primeira das três tentativas a que tinha direito. A decisão de medalhas no arremesso do peso será neste sábado (5), a partir das 14h05 (de Brasília).

Darlan foi o segundo colocado no Grupo A (21,69 m), atrás do neozelandês Tomas Walsh (21,92 m), campeão mundial em Londres 2017, e segundo no geral. O campeão olímpico no Rio 2016 Ryan Crouser, dos Estados Unidos, foi primeiro no Grupo B e terceiro no geral (21,67 m).

Darlan Romani (Pinheiros) está entre os melhores do mundo na prova, mas integra uma geração internacional muito talentosa, em que nove atletas já obtiveram marcas acima dos 22 m nesta temporada, incluindo ele. O catarinense de Concórdia tem como melhor marca pessoal o arremesso de 22,61 m, recorde sul-americano, obtido em junho, na disputa do Prefontaine Classic, etapa da Liga Diamante. Darlan é o segundo no Ranking Mundial da IAAF. Ryan Crouse, o primeiro.

Darlan disse que vai treinar nesta sexta-feira (4) “cedinho, continuar batalhando” até a decisão. Antes de deixar a pista, depois de acertar o arremesso que o qualificou, combinou o treino com o técnico Justo Navarro. “Sempre tem algo para ajustar”, explicou. Sobre a qualificação disse que está preparado para fazer um bom resultado e, por isso, a vaga na final saiu na primeira tentativa.

“Já passamos a qualificação, muitos podem considerar que não, mas é uma etapa difícil, se garantir na final”, disse Darlan. “Agora, a gente não pode falar nada antes, tem de esperar chegar dia 5”, acrescentou o atleta, que evita qualquer prognóstico para a decisão.

Na temporada, Darlan foi vice-campeão da Liga Diamante no arremesso do peso, disputando várias etapas do nobre circuito de competições da IAAF, com os melhores do mundo. Há dois anos, no Mundial de Londres 2017, não avançou para a final. “Errei bastante e a gente vai aprendendo até conseguir encaixar as pecinhas, aprende a se concentrar, aprende tudo, evolui.” Competir na Liga Diamante tem sido importante.”Você sabe que eles são os melhores do mundo. Mas daqui a um pouco você está entre eles. E são pessoas que trabalham diariamente e conquistam, tanto quanto a gente.” (Da CBAt)

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