Emicida dá uma mudada em AmarElo. E…Quem tem Um Amigo (Tem Tudo)

IMagem: Reprodução

Sou da época em que quando um artista ou banda atingissem um patamar (bem) acima da média de reconhecimento, lançavam um trabalho bem diferente do que o seu costumeiro. Era o famoso “sair da zona de conforto”, ou um tal de evocar um “lance mais intimista, voltado mais para o seu gosto do que preocupado em agradar os fãs”.

Cara, quando carinha chega a este nível é sinal de que sente segurança em arriscar. E, não deixa de ser bom, sinal que mereceu. “Quem tem Um Amigo (Tem Tudo)”,  Emicida e seu álbum (ou projeto, sei lá) Amarelo é por aí. Vez ou outra já disse que, hoje, o rapper é uma das melhores coisas que a música brasileira produz atualmente.

Neste trabalho, o paulistano de 34 anos juntou amigos e nomes de peso, gente boa, engatilhou oito faixas com a observação part. A do Amigo, parágrafo acima, é Zeca Pagodinho. A gente fica até sem jeito de não gostar de algo que tem o sambista no meio. Foi umas das que curti. Não tem jeito.  

Ao todo, são 11 músicas (Silêncio, não conta), que flerta em sua maioria com um clima namastê, para cima, positivo e tal. As críticas e as rimas de peso seguem por lá. Como sinal amarelo, de alerta.

Leandro Roque de Oliveira está mais para verde. Tem humildade e ousadia para dar uma zoada com os parceiros. Em Cananéia, Iguape e Ilha Comprida, Emicida se diverte como criança pequena. “Chocalho tem que ser tocado com vontade. Só que sem risadinha, certo?! Porque aqui é o rap, onde o povo é mau”, brinca o artista, ladeado pelas risadas gostosas que parecem saídas de videozinhos fofos que circulam pela internet afora. Mas é real. “Será que o Brown passa por isso? Ou Djonga, ou Rael, sei lá meu. Aqui os caras é mau”, prossegue o cantor, acompanhado pelas gargalhadas. Pro mundo em decomposição. Escrevo como quem manda cartas de amor. É ou não é quase um Emicida paz e amor?

9nha já é meio porradinha. Um casal bandido. Um amor bandido. A letra contrasta com o ritmo. Ele é bom nisso. Drik Barbosa dá um toque sutil na obra. “É um tempero mágico. Mas o final é sempre trágico.”

Ismália é para lembrar que Emicida segue o mesmo. Que bom.

“80 tiros te lembram que existe pele alva e pele alvo

Quem disparou usava farda (mais uma vez)

Quem te acusou nem lá num tava (banda de espírito de porco)

Porque um corpo preto morto é tipo os hit das parada

Todo mundo vê, mas essa porra não diz nada”

Já Eminência Parda, você já conhece. Se não, vai aí o clipe. Bom pacas. Nem vou escrever nada. Qualquer coisa, o vídeo estará logo ali embaixo.

O mesmo para a faixa que dá nome ao álbum. Indício do que estaria por vir. Uma das melhores de 2019 no rap. E, fora dele. Orgulho de minha filha vir dizer que ela queria sugerir a música para a professora da escola, que fará uma playlist da classe. “Era aquela, do ‘tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro Ano passado eu morri Mas esse ano eu não morro’”. Só que ela não sabia o nome. Tudo bem. Tem só oito anos. Oito anos. Entendeu? Ou já esqueceram de Agatha Vitória Sales Félix? Pois, é. Relembrar é viver. Mesmo que doa.

Volta para Amarelo. Que termina com Libre, e mais uma participação. Também já tem clipe, que termina com pedido de liberdade para o DJ Renan da Penha. É isso.

Tenho minhas preferidas do álbum. Outras menos. E, daí? Escute aí. Saia da zona de conforto. Emicida saiu da dele. E, não ficou ruim. Eu acho.

Abraço

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Ah, olha aí o clipe de Eminência Parda por meio do link  https://youtu.be/fXHpmuPJ4Ks

E, o AmarElo, neste https://youtu.be/PTDgP3BDPIU

Foi mal. por problemas técnicos e de equipamento antigo de trabalho não consegui jogar direto pelo YouTube como geralmente acontece.

**Via Blog do Kishô

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