O futebol brasileiro agradece. Ou, deveria

Alexandre Vidal/Flamengo

Só resta aplaudir. Pênalti duvidoso? Atuação ruim do goleiro? Torcedor, fala a real, se fosse um, dois a zero até que daria para discutir isso em uma boa conversa entre os amigos e tal. Porém, cinco em uma semifinal de Libertadores é difícil de justificar. Jesus e seus discípulos fizeram uma aparição no templo sagrado do Maracanã que pelo menos isso, o técnico adversário havia profetizado um dia antes: o jogo entraria para a história. Talvez, não do jeito que ele gostaria.

O Grêmio começou até que bem. Marcou forte, quebrou o ritmo de jogo conhecido do Flamengo, que é ir para cima logo no início da partida. Afinal, os titulares gremistas descansaram no fim de semana, enquanto nove dos 11 flamenguistas em campo jogaram diante do Fluminense, domingo. Mesmo assim, pensei “daqui a pouco esses caras vão cansar, ou o time rubro-negro vai achar uma solução para equilibrar as coisas”.


Depois de 20 minutos, começou a ficar nítida a impotência do elenco gremista. Sabe aquela hora que você faz de tudo mas não consegue? Então. E, o gol de Bruno Henrique, originado em uma falha de Maicon, um dos jogadores símbolo da esquadra de Renato Gaúcho e que era visto como um trunfo para o jogo no Maracanã, foi o estopim do que viria.

O segundo tempo foi um passeio. Parecia aqueles jogos de primeira fase da Copa do Brasil  quando o time grande atropela a modesta equipe que atua na Série D. Mas, não. Era o último campeão brasileiro da Libertadores, de 2017, tricampeão da competição, e considerado por muitos como o melhor do país. Até a chegada do técnico português ao Rubro-Negro.


Em vez de tentar achar pelo em ovo, passou da hora de aceitar que esse Flamengo fez subir o patamar do futebol nacional. Ainda bem. É ter a humildade de (re)aprender, analisar o trabalho de Jorge Jesus para não fazer o mesmo. Mas, tentar fazer melhor. Preparo físico, logística, fatores extra-campo fazem parte do pacote que faz pelo menos 40 milhões de brasileiros terem um alento nesses dias tão difíceis.

Não me deliciava tanto em ver um time brasileiro em campo desde o Palmeiras de 94/95. Obrigado aos envolvidos. E, parabéns aos rubro-negros. Foi show. Abraço

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