Pagamento da Bolsa-Atleta estadual é mantido em meio à paralisação

Marcelo Miranda, diretor-presidente da Fundesporte - Foto: Divulgação
Marcelo Miranda, diretor-presidente da Fundesporte - Foto: Divulgação

Marcelo Miranda, diretor-presidente da Fundesporte (Fundação de Esporte e Lazer de Mato Grosso do Sul), afirmou que os repasses do programa Bolsa-Atleta e Bolsa-Técnico, seguem inalterados, mesmo em tempo de paralisação de atividades para evitar que o novo coronavírus se espalhe.

Em entrevista ao jornal O Estado na manhã de ontem (26), o dirigente afirmou que, por hora, os valores são os mesmos. “Conversamos com os representantes do governo e vamos manter os números. Até setembro direcionamos os benefícios aos atletas que vem sendo contemplados desde o ano passado”, confirma Miranda.

Recebem o benefício atualmente 170 atletas. Os valores giram entre R$ 381,19 e R$ 871,29 mensais. Por meio de reunião realizada no último dia 6 no Centro de Eventos Albano Franco, diretores e governo estadual decidiram que na próxima edição vão ampliar o público atendido.

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Em 2019, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) anunciou que o apoio financeiro destinado ao programa saltará de 1,36 milhão para 2,8 milhão ainda em 2020; aumento de 105%.

Beneficiados revelam que usarão repasse para pagar as contas

Atleta de taekwondo, Leonardo Hill, categoria adulto (até 87 kg), disse a reportagem ontem que os valores são extremamente importantes, e caso sofram alterações negativas, o afetariam diretamente. “Como eu estava competindo eventos internacionais o ano passado em razão do ranking olímpico, segui para eventos nos Estados Unidos, Canadá e Chile; o repasse da bolsa me ajuda bastante e caso venha faltar, muito provavelmente eu posso ficar endividado”, coloca o atleta, sobre a ajuda estatal.

“Parcelei as viagens e pago até hoje. Caso a economia estadual sofra impacto negativo, seria complicado; tenho mais uns quatro meses de parcelas das viagens para quitar”, conclui o esportista. Fábio Costa, presidente da FTKDMS (Federação de Taekwondo de Mato Grosso do Sul), beneficiário do bolsa- -técnico, adota o mesmo discurso sobre a ajuda do poder público. “Com certeza os atletas seriam prejudicados pois não temos certeza de quando poderemos retomar nossas atividades”, relata Costa. “O dinheiro é destinado as viagens, e cobre com algumas despesas sendo de grande valia. Caso falte alguns atletas são impedidos de seguirem viagem principalmente para competições fora do país”, salienta o diretor.

Agnaldo Santos, treinador de luta olímpica e contemplado pelo programa governamental, se queixa da falta de ajuda do poder privado ao afirmar que nenhum atleta seu recebe quaisquer tipo de patrocínio. “Em decorrência das rotinas de treinos, muitos esportistas não conseguem trabalhar; nesse sentido as verbas são primordiais”, diz o técnico. (Com jornal O Estado MS)

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