Revezamento BR recebem medalha de bronze olímpica depois de 11 anos

Alagoano Bruno Lins, o maranhense José Carlos Moreira (Codó), o amazonense Sandro Viana e o potiguar Vicente Lenílson foram premiados depois de 11 anos - Foto - Christophe Morata/COI/Divulgação
Alagoano Bruno Lins, o maranhense José Carlos Moreira (Codó), o amazonense Sandro Viana e o potiguar Vicente Lenílson foram premiados depois de 11 anos - Christophe Morata/COI/Divulgação

A equipe masculina do revezamento 4×100 m recebeu nesta quinta-feira (31) finalmente as medalhas de bronze dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, em cerimônia realizada no Museu do Comitê Olímpico Internacional, em Lausanne, na Suíça. Esta é a 17ª medalha olímpica do atletismo nacional na história.

O alagoano Bruno Lins, o maranhense José Carlos Moreira (Codó), o amazonense Sandro Viana e o potiguar Vicente Lenílson foram premiados depois de 11 anos.

O terceiro lugar da equipe brasileira foi confirmado no ano passado (2018), após Nesta Carter, que competiu no revezamento da Jamaica, ser desclassificado da competição, por exames refeitos com nova tecnologia de antidopagem. O atleta recorreu ao CAS, mas não foi atendido.

Com a desclassificação oficial, a equipe de Trinidad & Tobago, que havia sido a segunda colocada com 38.06, herdou o primeiro lugar e as medalhas de ouro. O Japão passou de terceiro para segundo, com 38.15. E o quarteto do Brasil, que fez 38.24, melhor resultado naquela temporada, ficou com o bronze.

Os brasileiros subiram ao pódio montado no Museu Olímpico e receberam as medalhas das mãos de Bernard Rajzman, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI) e um dos ícones da Geração de Prata do vôlei brasileiro em Los Angeles-1984. Rogério Sampaio, campeão olímpico de judô em Barcelona-1992 e diretor geral do Comitê Olímpico do Brasil também esteve presente.

“A ficha não havia caído até receber a medalha. Você vê uma história, passa um filme na sua cabeça, vêm as lágrimas. Agora posso dizer que sou reconhecido como um medalhista olímpico”, comentou Bruno Lins. “Em 2008, a Maurren (Maggi) havia sido campeã olímpica do salto em distância e entramos na prova para ganhar uma medalha. Aí veio o quarto lugar, um banho de água fria, que agora está no passado”, completou.

“Este é um dia muito feliz. Tudo que fiz pelo esporte nos últimos 20 anos é recompensado. Sou de Manaus, vendi tudo para me tornar um belo dia cheguei aos Jogos Olímpicos. Minha vida mudou. Recebi a notícia da medalha e agora é só emoção”, comentou Sandro Viana.

Já Codó destacou a energia do Museu Olímpico. “A cerimônia foi espetacular. A energia foi superpositiva e me emocionei muito. Não foi num estádio olímpico, mas no Museu do COI. É muita história reunida num só lugar. Estou muito feliz”, concluiu.

Já Vicente Lenílson, que havia sido prata no 4×100 m dos Jogos Olímpicos de Sydney-2000, recebeu a sua segunda medalha olímpica. “É um momento único. Me junto ao grupo restrito de brasileiros com duas medalhas. Só tenho a agradecer a todos que lutaram para que essa justiça fosse feita, como o COB e a CBAt”, comentou.

Esta é a segunda medalha olímpica herdada pelo atletismo do Brasil nos Jogos de Pequim. No revezamento 4×100 m feminino, as brasileiras Lucimar Moura, Rosangela Santos, Rosemar Coelho Neto e Thaissa Presti também ficaram com o bronze após a desclassificação da Rússia. As medalhas foram entregues durante o Prêmio Brasil Olímpico de 2017. (Da CBAt)

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