Scheidt disputa medal race do evento-teste para Olimpíada

Foto: Cecilia Yoshizawa/Divulgação

Robert Scheidt buscará sua primeira medal race em seu retorno às grandes competições na Classe Laser. Após ‘bater na trave’ nos três campeonatos anteriores (Troféu Princesa Sofia, Semana de Vela de Hyères e Campeonato Mundial), o bicampeão olímpico larga entre dez melhores barcos do Read Steady Tokyo nesta quinta-feira (22), em Enoshima, no Japão.

“Um objetivo está cumprido, que é fazer a primeira regata da medalha de 2019. Eu gostaria de entrar na raia do evento-teste para a Olimpíada melhor classificado, mas o importante é seguir em frente, evoluindo rumo aos Jogos de Tóquio/2020”, avaliou o atleta de 46 anos.

Scheidt garantiu a última vaga na medal race após um dia difícil em Enoshima. “O vento estava muito fraco e, infelizmente, não consegui executar bem as largadas, que foram o ponto chave nas duas regatas. Tentei ainda recuperar, mas não tinha muita opção. Com isso, acabei fazendo 18° e 19°. Porém, apesar do dia ruim em termos de resultado, consegui me manter no top 10, caindo de oitavo para décimo lugar. Agora é tentar subir um pouco mais. Pelas minhas contas, dá para chegar até em oitavo. O nível aqui é altíssimo”, explicou o velejador.

Com 105 pontos perdidos após dez regatas no Read Steady Tokyo, Scheidt está a 40 pontos do terceiro colocado, o norueguês Hermann Tomasgaard, que tem 65. O líder da fase de classificação, o suéco Jesper Stalheim, soma 60. Robert gostaria de ter sido mais regular em Enoshima, mas enfrentou problemas.

Levou duas bandeiras amarelas pela regra 42, na qual os juízes entendem que o velejador usou o movimento do corpo para aumentar a velocidade do barco, ação conhecida por bombear. Com isso, perdeu posições em uma regata e foi obrigado a se retirar da segunda, o que lhe custou pontos importantes. Mesmo assim, garantiu um lugar entre os dez melhores entre 35 barcos.

O paulistano está classificado para os Jogos de Tóquio e é o único brasileiro entre os 35 barcos que disputam o evento-teste em Enoshima. Porém, ainda precisa esperar a convocação final da delegação brasileira para confirmar presença na Olimpíada de 2020. De acordo com o critério da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), ele só perde a vaga se outro atleta do Brasil subir ao pódio no Mundial da Laser em 2020. (Da assessoria)

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